"Agora a serpente era
mais sutil que qualquer animal no campo"
Genesis 3:1



8 de março de 2017



Feliz Dia da Mulher, Da Deusa
Daquela que contém as chaves para todos os caminhos,
A cuidadora, que dá e tira vida,
Mulher Indomável, Rainha Gentil.
Seus milhares de papeis, suas diversas escolhas entre
 caçar e matar para alimentar e 
matar para defender a si e a quem ama.
Portadora da dança entre a escuridão e a luz.
Magna Mater,
Sofia,
A Cortesã,
Serpente Sinuosa; Noturna,
Senhora Negra.


21 de fevereiro de 2017

Seja uma dama, seja um cavalheiro contemporâneo.
Carta pública, Valsa Rubra


Há alguns anos é dito que ser cavalheiro é ser machista e sim a base do cavalheirismo é proteger a mulher de eventuais problemas e prezar para que ela seja bem tratada. Depois da queda do império romano no século V D.E.C a sociedade perdeu-se em medo, homens faziam o que queriam e tomavam quem desejavam, porém um militar da cavalaria, em Roma, era uma pessoa de superior extração e portanto, devia-se esperar dele um comportamento cortês.
Os cavaleiros se tornaram a classe dominante, controlando a terra da qual provinha toda a riqueza. Os aristocratas eram nobres originalmente por causa de seu status e prestígio como guerreiros supremos num mundo violento. Posteriormente, seu status e prestígio passaram a se basear na hereditariedade e a importância em que ser um guerreiro declinava.
Quando primeiro usado, o termo "cavalheirismo" significava habilidade em lidar com cavalos. O guerreiro de elite da Idade Média se distinguia dos camponeses, clérigos e deles mesmos por sua habilidade como cavaleiro e guerreiro. Cavalos fortes e velozes, armas bonitas e eficientes, e armaduras bem-feitas eram o símbolo de status.

Por volta do século XII, o cavalheirismo se tornou um estilo de vida. As principais regras do código de cavalaria eram:
Proteger as mulheres e os fracos; Defender a justiça contra a injustiça e o mal; Amar sua terra natal; Defender a Igreja, mesmo com risco de morte.


Naquela época as mulheres não trabalhavam, não tinham renda e sim apenas seus dotes familiares para quando fossem casar, sendo assim o homem sustentava a mulher financeiramente depois do casamento pelo resto da vida. A base do cavalheirismo vem desse cenário, um cenário que não é mais o atual, onde a mulher conseguiu obter diversas permissões sociais para poder prover seus sustento e não depender de uniões.

Atualmente com uma certa igualdade social, é importante o Cavalheiro e a Dama não se apegarem ao sentimento de fragilidade que estes termos "Dama" e "Cavalheiro" trazem e sim ao que é a base dele, a Gentileza, o Respeito e a Educação. Decoro de roteiro não é bem visto logo se é para ser um cavalheiro que seja-o com mulheres, com homens, com idosos e crianças, seja uma pessoa gentil/educada. Uma dama deve ser elegante mas ainda sim saber dizer não, saber aceitar elogios (De acordo com a sua própria compreensão.) e compreender a natureza humana para entender que neste século XXI homens e mulheres ainda estão em transição de valores, constantemente aprendendo e que vai da escolha de cada um alimentar o melhor ambiente para rodear-se.
A etiqueta para uma dama, soa como algo muito forçado, automaticamente nos lembramos de corsets, diversos talheres dispostos a mesa e um certo ar de superioridade, a história da sociedade contribuiu para que essa visão se perpetuasse, porém a etiqueta foi adaptada para diversos momentos da história, mas ainda sim sua essência gira em torno do respeito, da gentileza (Com os outros e consigo.) e do bem estar social, ideias como postura é um respeito com seu próprio corpo (respeitando a natureza de cada um.), palavras como "Com licença, obrigado, perdão/me desculpe" abrem caminhos e ter atenção com quem está ao nosso redor é igualmente importante, consequentemente o uso de celular deve ser dosado, estamos acostumados a viver dentro da nossa própria redoma seja pelo fato do mundo externo nos entendiar ou não ser atraente o suficiente, nos perdemos em divagações tecnológica e ao deixarmos de olhar para esse mundo exterior podemos perder pequenos ensinamentos e alegrias pouco percebidas pelo nosso narcismo de convivermos apenas com o que nos agrada, moderação é importante, saber dar atenção à tecnologia e as pessoas a sua volta é a chave.

Num contexto geral, tanto a dama quanto o cavalheiro são bem educados, procuram conhecer culturas diferentes da sua, os costumes, a história e por ai vai de acordo com o gosto pessoal de cada um, todo esse conhecimento deve ter em sua base o Amor e o Respeito consigo e com o próximo, viver de honra fará de um cavalheiro um homem integro, se entregar a qualquer disputa por uma ofensa tornará o cavalheiro um homem morto. Compreender que nem todos entendem o comportamento cavalheiresco ou elegante de uma dama não deve ofender uma dama, mas saber respeitar seus limites pessoais ainda sim empondera a mulher. Podemos melhorar o Cavalheirismo e a elegância da Dama, pegar o que é belo e útil do passado e dar-lhe um significado e atitude moderno sem perder a essência.
Isso vale em especial para nós, pessoas ligadas a cultura do Vampyrismo, ao amor pelas artes com toques mais obscuros, pela rebeldia em não se adequar aos achismos e regras dos outros, fazemos nossas próprias regras, alimentamos o melhor em nós, nos inspiramos e focamos em nosso crescimento, como pessoas não focando tanto em nossas diferenças e sim no que torna cada um mais fortes e mais completos.


Eva I. Franco
Dama do Valsa Rubra

21 de Janeiro de 2017